Sorrisos dados esperando por outros em troca. Timidez típica, aquela que te faz desviar o olhar. Risadas nervosas. Aquele encontro de olhares que te deixa imaginando mil coisas. A vontade de sair correndo e se esconder atrás de alguma amiga. A vontade de simular uma conversa descontraída só pra que seu nervosismo não seja tão transparente. As milhões de chances perdidas por conta da insegurança, da incerteza. Suas teorias sobre outras pessoas, todas envolvendo aquela que te faz sonhar tão alto. Aquelas noites chorando escondido. Travesseiros encharcados, discursos ensaiados. Tempo desperdiçado. Ombros de amigas “alugados” por horas e depois o pedido de desculpas por tomar tanto tempo de alguém que não se importa tanto com a situação. Suas chances e suas vontades de “partir pra outra”, todas jogadas fora. Outros olhares ignorados, outras pessoas descartadas. Pra depois descobrir que você nem é a “primeira opção”. Um enorme trabalho pra se fazer notar. Tudo por um “Oi” e tudo pra que não haja um “Tchau”. Tanto por tão pouco.
Pode parecer um pesadelo olhar o que fazemos e perceber que não faz sentido.
Mas essa é a vida que vivemos.
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